quarta-feira, 20 de abril de 2016

Sou abstrata



Minha vida é em suma uma abstração
Sou única dentro do meu pensamento
Me isolo de ti que me enche de dengos
Quero a solidão, o silêncio sem clamores

Andando a esmo no nada d'um só isolar
Beijo-te sem te sentir, mais parece um ar
Frio, enraizado na minha demência, choro
Quero amar-te, mas sou abstrata não amo

Perdoa-me, sou a flor sem viço que vive só
Numa imensidão do nada, me sinto morta
Vai-te, arrume uma mulher de carne e osso

Que te ame, te enche de abraços e reais beijos
Eu cá fico na minha abstração até ser liberta
Desse muro espinhoso, gélido sem ser abstrata



8 comentários:

  1. Um soneto falando em abstração,mas concreto em cada palavra,pois acredita
    na libertação para sair desse abstrato.
    Lindo Dorli.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  2. Gostei :-)

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

    Beijinhos

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  3. Que fantástico poema Dorli!

    Amei!

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  4. Have a beautiful day Dorli!
    Hug Crissi

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  5. Lindo, gostei.
    Um abraço e continuação de um bom dia.

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