quarta-feira, 20 de abril de 2016

Sou abstrata



Minha vida é em suma uma abstração
Sou única dentro do meu pensamento
Me isolo de ti que me enche de dengos
Quero a solidão, o silêncio sem clamores

Andando a esmo no nada d'um só isolar
Beijo-te sem te sentir, mais parece um ar
Frio, enraizado na minha demência, choro
Quero amar-te, mas sou abstrata não amo

Perdoa-me, sou a flor sem viço que vive só
Numa imensidão do nada, me sinto morta
Vai-te, arrume uma mulher de carne e osso

Que te ame, te enche de abraços e reais beijos
Eu cá fico na minha abstração até ser liberta
Desse muro espinhoso, gélido sem ser abstrata



8 Comentários:

Às 20 de abril de 2016 12:50 , Blogger Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Um soneto falando em abstração,mas concreto em cada palavra,pois acredita
na libertação para sair desse abstrato.
Lindo Dorli.
Bjs-Carmen Lúcia.

 
Às 20 de abril de 2016 14:13 , Blogger Cidália Ferreira disse...

Gostei :-)

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Beijinhos

 
Às 20 de abril de 2016 15:32 , Blogger Jorge disse...

Que fantástico poema Dorli!

Amei!

 
Às 20 de abril de 2016 19:37 , Blogger ReltiH disse...

EXCELENTE!!!!!!!!
ABRAZOS

 
Às 20 de abril de 2016 21:57 , Blogger Crissi disse...

Have a beautiful day Dorli!
Hug Crissi

 
Às 21 de abril de 2016 03:23 , Blogger Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Lindo, gostei.
Um abraço e continuação de um bom dia.

 
Às 21 de abril de 2016 15:17 , Blogger Elvira Carvalho disse...

Gostei
Abraço e tudo de bom

 
Às 23 de maio de 2016 11:27 , Blogger POESIAS SENSUAIS E CONTOS disse...

Lindos versos Parabéns. uma bela tarde

 

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